terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Anna Kariênina


Olá Blog, tudo bem?

Nesse post quero digitar sobre a minha melhor leitura de 2025 e possivelmente um dos melhores romance que já li na vida. Um clássico indiscutível, Anna Kariênina de Liev Tolstoi.

O quer dizer desse livro, já começa com uma frase impactante.

"Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz está infeliz a sua maneira".

Essa frase já dita como se desenrolará o enredo do livro. O livro trata de famílias que no seu conviver e conforme atitudes dos membros são tomadas, essas se refletem no cotidiano da respectiva família.

Atenção vou dar spoliers, acho seguro pois as pessoas na internet quase não leem o blog.

Oblonski, é o típico bom vivant, traí a esposa e ainda se acha correto por ser lindo na própria opinião. Depois se arrepende, pede perdão, mas logo um tempo depois traí a mesma novamente, mesmo tendo implorado pelo perdão. É gastador e fanfarrão, gasta mais do que ganha, embora já tenha um bom salário.

Anna e Alexei Kariênin, constituem um casamento que foi forjado por interesse, ele com medo de perder seu cargo na esfera pública e ela muita nova, foi influenciada por uma tia a contrair matrimônio com alguém influente e com bom futuro em perspectiva.

Levin é o personagem que mais gostei, por ser sincero e proveniente do campo é apaixonado por Kitty, que tem sentimentos por ele, mas está arrebatada pelo Conde Vrónski;

Vrónski é uma personagem de caráter duvidoso...Gostar de atrair meninas jovens, conquistá-las. Mas assumir compromisso e seguir até o casamento, já é outra história para ele.

Levin, tem várias dúvidas e quando é rejeitado, fico com muito triste por ele. Entendo perfeitamente que não queira ver a cara de Kitty, e o autor não se apressa em desenvolver a história, passa-se um longo tempo e ambos desenvolvem outras atividades até se reencontrarem e conseguirem se entender.

A declaração de Kitty e Levin, através de códigos quase impossíveis de compreender é muito lindo e saber que isso ocorreu com o autor torna-a ainda mais especial.

A manhã antecedente ao pedido de Levin aos pais de Kitty é muito boa. Ansiedade, descrença no que está acontecendo dominam, Levin que me identifiquei ali também.

Talvez ambas as partes constituam, para mim, as partes mais bonitas do romance.

O núcleo de Levin é sem dúvida o meu preferido.

Já Anna constituí o núcleo paralelo, Anna no inicio aparece bem, equilibrada, mas coisas acontecem que ela vai mudando, seu relacionamento com Vrónski, revela uma mulher ciumenta, influenciada, claro por um homem de índole duvidosa.

Anna, por vezes se prende ao filho, mas quando tem a oportunidade de levá-lo embora, ela não o leva. essa aflição de ficar sem o filho a corroí até a alma, seu medo de que, quando o filho crescer, o que pensará dela, é uma permanente ideia na mente de Anna..

Embora viva bem e esteja com Vrónski que ela ama de verdade, ela não consegue a paz. Todos no romance não negam a beleza de Anna, ela é reconhecidamente a mais bela das mulheres, mais do que até Kitty. Embora tenha isso tudo, ela fica paranoica. O medo muda a mente da gente, ficamos sempre alertas e quase não descansamos, tentando prever o próximo passo e inventando cenários na nossa cabeça.

Nesse momento me identifiquei com Anna, tentando prever o que vai acontecer e por vezes ficando paranoico. Anna, foi mais exagerada que eu, mas me identifiquei, sim.

Anna começa a manipular Vrónski, com os seus sentimentos, devido a não ver outra escolha, começa a falar coisas que machucam Vrónski, afim de conseguir o que quer. Claro está com medo e precisa controlar a situação de alguma maneira.

O destino final de Anna me deixou muito triste, muita coisa forjada pelo acaso e pelo medo de Anna montando cenários em que ela saí extremamente prejudicada e triste. Acho que é assim com todos que tomam a decisão que Anna tomou no final. Anna Kariênina é sem dúvida uma personagem complexa e rica, com qualidades e defeitos, nos vemos e criticamos seus comportamentos, entendemos seu lado, mas a decisão final me deixou triste.

Tenho de mencionar em especial o capítulo de Dolly, quando vai visitar Anna. Aquele texto sobre a maternidade e como ela se sente, foi realmente um diferencial. Ela fala como mãe, mulher e como sentia-se aliviada por estar um pouco independente naquela viagem. Quando se encontra com Anna e vê a vida dela, logo sente falta dos filhos, por mais traquinas que as crianças sejam e não vê a hora de reencontrá-los. A dualidade do ser, torna este livro ainda mais especial.

Deixei de falar de vários personagens, inclusive sobre o irmão depressivo de Kólia, o Nikolai. Há um capítulo muito terno entre ambos que um pede para que se lembre dele com carinho.

O Livro tem 808 páginas na versão em que li da Companhia das Letras. Confesso que li uma parte, pelo livro da editora 34 que adquiri, após emprestar o livro para minha irmã, mas depois troquei com ela os livros.

Ainda quero a versão do Clube de Literatura Clássica, para a minha estante. Este vale sem dúvida várias releituras um dos melhores romances já produzidos pela humanidade.




domingo, 11 de janeiro de 2026

O Idiota - Fiódor Dostoievski

Olá blog, tudo bem?

Nesse ano decidi registrar aqui no blog, as minha impressões dos livros que estou lendo. E em janeiro de 2026, na verdade iniciado em 30/12/2025, iniciei a leitura do livro intitulado acima.

Uma leitura que fluiu muito bem, 605 páginas lidas em menos de 30 dias, considero que fluiu muito bem. Ainda mais que eu vinha de uma leitura, para mim, mais truncada. Li anteriormente 4 livros de Graciliano Ramos - Caétes, São Bernardo, Angústia e Vidas Secas. São Bernardo no caso foi o que mais gostei.

Voltando ao livro Idiota, as gravuras dessa edição são belíssimas, creio que quando se inicia o livro seja a gravura de Nastassia Filippovna, que é descrita com uma beleza capaz de virar o mundo.

O enredo é bem conhecido na Internet, por isso, vou falar mais das minha impressões neste post.

Nastassia Filipovna, para mim é bem doidinha, de fato, fica com uma culpa que somente ela considera muito válida. Não consegue se perdoar e tem um comportamento autodestrutivo.

O príncipe é realmente uma figura...Ama de um jeito diferente todas as bonitas, como uma criança mesmo. Quando criança me apaixonava por toda menina bonita e o príncipe não é diferente. Mas na minha opinião, ele devia ter ficado com Aglaia, Michkin deu muito mole nessa.

O que dizer de Rogójin? Personagem sombrio, sempre à espreita de diversos personagens dos livros, com sentimento de posse doentio. Não dá pra dizer que não é real, dado hoje em dia o histórico de homens que aceitam o fim do relacionamento. O fim só poderia ser mesmo trágico.

Me surpreendeu aquele discurso do príncipe contra a igreja católica, da estrutura dela, ele se revelou como seu autor bem ortodoxo, creio.

É um grande livro, vale uma releitura. Por mais que, os elementos - faca, Rogojin agredindo a menina, etc etc... Estivessem ali, não esperava que a história acabasse em assassinato.

É o segundo livro russo que leio que tem o final com uma morte trágica, e de um autor diferente.
Tenho de mencionar o general Ivolguin, a mim me pareceu que ele sofria de demência, por isso confundia as histórias com as suas próprias. Além de ser um mentiroso compulsivo.

Aquele diálogo do general Ivolguin com Nastassia Filippovna me deu boas risadas hahahah, que cascateiro.

No fim o romance foi trágico, o príncipe Michkin volta a se tratar na Suíça, creio pelo tamanho do trauma, Rogójin é preso na Sibéria e até mesmo Aglaia, se casa com um picareta.

Dostoévski escreveu um romance que me marcou, foi uma bela leitura para marcar Janeiro de 2026.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Leituras

Olá blog, faz tempo que não apreço aqui.

Estou em uma nova fase, a de leitor. Essa foto abaixo traz a minha biblioteca atual de livros, são quase todos títulos clássicos, porque resolvi investir em um clube de assinatura de livros clássicos.

Lembra que não queria investir em uma assinatura por achar caro em demasia? Pois bem, enfim a hipocrisia...

Gostei muito dessa assinatura até comprei títulos na loja deles e até agora esses títulos têm me agradado muito, recebi livros como O Conde de MonteCristo, O Fantasma da Ópera, Orgulho e Preconceito. Todos belos com excelente gramatura e capas memoráveis.

O preço pelo que se pagam livros atualmente no Brasil, não está tão caro. Pago por volta de R$84,90/mensais.

Bom voltando ao assunto da biblioteca, eu tenho atualmente por volta de 54 livros (nem todos estão nessa foto) a maioria, novamente, clássicos. Quero registrar a evolução mensal da biblioteca com fotos mensalmente, seja por um post por mês, ou num post de final de ano com todas as fotos.

Devido a assinatura de livros vou receber um livro mensalmente - sempre clássico - e estou agora testando uma outra assinatura a do clube vitorianos que tem também belas edições.

Então pode chegar a ser 2 livros mensalmente, espero que a do clube vitorianos vingue, e do CLC continue indo bem.

Ademais ano passado li (por baixo) 16 livros, o que me deixou muito feliz. Li esses listados abaixo, não estão em ordem de leitura.

  1. Dom Casmurro - Machado de Assis;
  2. Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis;
  3. Quincas Borba - Machado de Assis;
  4. O Alienista - Machado de Assis;
  5. Caetés - Graciliano Ramos;
  6. São Bernardo - Graciliano Ramos;
  7. Angústia - Graciliano Ramos;
  8. Vidas Secas - Graciliano Ramos;
  9. Anna Kariênia - Liev Tolstoi;
  10. Um defeito de Cor - Ana Maria Gonçalves;
  11. Amor de Perdição - Camillo Castelo Branco;
  12. Amor de Salvação - Camillo Castelo Branco;
  13. Noites Brancas - Fiódor Dostoievski;
  14. A chave da virada -  Marcelo Niek e Bruno Raso - Indicação do meu pai;
  15. Iracema - José de Alencar 
  16. Ainda estou aqui - Marcelo Rubens Paiva




Anna Kariênina

Olá Blog, tudo bem? Nesse post quero digitar sobre a minha melhor leitura de 2025 e possivelmente um dos melhores romance que já li na vida....