Olá Blog, tudo bem?
Nesse post quero digitar sobre a minha melhor leitura de 2025 e possivelmente um dos melhores romance que já li na vida. Um clássico indiscutível, Anna Kariênina de Liev Tolstoi.
O quer dizer desse livro, já começa com uma frase impactante.
"Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz está infeliz a sua maneira".
Essa frase já dita como se desenrolará o enredo do livro. O livro trata de famílias que no seu conviver e conforme atitudes dos membros são tomadas, essas se refletem no cotidiano da respectiva família.
Atenção vou dar spoliers, acho seguro pois as pessoas na internet quase não leem o blog.
Oblonski, é o típico bom vivant, traí a esposa e ainda se acha correto por ser lindo na própria opinião. Depois se arrepende, pede perdão, mas logo um tempo depois traí a mesma novamente, mesmo tendo implorado pelo perdão. É gastador e fanfarrão, gasta mais do que ganha, embora já tenha um bom salário.
Anna e Alexei Kariênin, constituem um casamento que foi forjado por interesse, ele com medo de perder seu cargo na esfera pública e ela muita nova, foi influenciada por uma tia a contrair matrimônio com alguém influente e com bom futuro em perspectiva.
O núcleo de Levin é sem dúvida o meu preferido.
Já Anna constituí o núcleo paralelo, Anna no inicio aparece bem, equilibrada, mas coisas acontecem que ela vai mudando, seu relacionamento com Vrónski, revela uma mulher ciumenta, influenciada, claro por um homem de índole duvidosa.
Anna, por vezes se prende ao filho, mas quando tem a oportunidade de levá-lo embora, ela não o leva. essa aflição de ficar sem o filho a corroí até a alma, seu medo de que, quando o filho crescer, o que pensará dela, é uma permanente ideia na mente de Anna..
Embora viva bem e esteja com Vrónski que ela ama de verdade, ela não consegue a paz. Todos no romance não negam a beleza de Anna, ela é reconhecidamente a mais bela das mulheres, mais do que até Kitty. Embora tenha isso tudo, ela fica paranoica. O medo muda a mente da gente, ficamos sempre alertas e quase não descansamos, tentando prever o próximo passo e inventando cenários na nossa cabeça.
Nesse momento me identifiquei com Anna, tentando prever o que vai acontecer e por vezes ficando paranoico. Anna, foi mais exagerada que eu, mas me identifiquei, sim.
Anna começa a manipular Vrónski, com os seus sentimentos, devido a não ver outra escolha, começa a falar coisas que machucam Vrónski, afim de conseguir o que quer. Claro está com medo e precisa controlar a situação de alguma maneira.
O destino final de Anna me deixou muito triste, muita coisa forjada pelo acaso e pelo medo de Anna montando cenários em que ela saí extremamente prejudicada e triste. Acho que é assim com todos que tomam a decisão que Anna tomou no final. Anna Kariênina é sem dúvida uma personagem complexa e rica, com qualidades e defeitos, nos vemos e criticamos seus comportamentos, entendemos seu lado, mas a decisão final me deixou triste.
Tenho de mencionar em especial o capítulo de Dolly, quando vai visitar Anna. Aquele texto sobre a maternidade e como ela se sente, foi realmente um diferencial. Ela fala como mãe, mulher e como sentia-se aliviada por estar um pouco independente naquela viagem. Quando se encontra com Anna e vê a vida dela, logo sente falta dos filhos, por mais traquinas que as crianças sejam e não vê a hora de reencontrá-los. A dualidade do ser, torna este livro ainda mais especial.
Deixei de falar de vários personagens, inclusive sobre o irmão depressivo de Kólia, o Nikolai. Há um capítulo muito terno entre ambos que um pede para que se lembre dele com carinho.
O Livro tem 808 páginas na versão em que li da Companhia das Letras. Confesso que li uma parte, pelo livro da editora 34 que adquiri, após emprestar o livro para minha irmã, mas depois troquei com ela os livros.
Ainda quero a versão do Clube de Literatura Clássica, para a minha estante. Este vale sem dúvida várias releituras um dos melhores romances já produzidos pela humanidade.


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